segunda-feira, 26 de março de 2012

Xintoísmo Parte - 2

O xintoísmo baseia-se no culto aos kami (神). Esta palavra é frequentemente traduzida por "deus" ou "divindade", o que não traduz completamente o conceito, dado que os kami pode ser também forças vitais ou espíritos da natureza. Ao contrário dos deuses das outras religiões, os kami não são onipotentes ou oniscientes, possuindo poderes limitados. Nem todos kami são bons. Alguns kami são locais ou conhecidos como espíritos de um local em particular ou a lugares (montanhas, ervas, árvores, vales, rios, mares, encruzilhadas). Outros representam elementos ou processos da natureza, como por exemplo, Amaterasu, a deusa do Sol, Tsukiyomi , deus da lua, Susanoo, deus dos oceanos e das tempestades.

Existem kami ligados a fenômenos atmosféricos (chuva, vento (Fujin), trovão...), e kamis associados à vida humana (vestuários, transportes, ofícios, etc.). Incluem-se ainda no conceito de kami os espíritos de homens notáveis, como de certos guerreiros. Os espíritos dos antepassados também são considerados deuses tutelares da família ou do país, motivo pelo qual os ritos fúnebres possuem grande relevo.

Os textos xintoístas referem-se a "oitocentas miríades" de kami (八百万神 yaoyorozu no kami); este número não deve ser interpretado literalmente, pretendendo-se apenas transmitir a noção de que existem inúmeros kami. Os kami não são perceptíveis pelo ser humano.

Podem ser divididos em dois tipos: os que habitam no céu (天津神 amatsukami) e os que habitam na terra (国津神 kunitsukami). Os primeiros trazem à terra influências positivas, enquanto que os segundos mantêm-na como ela.

O kami mais eminente é a deusa-sol Amaterasu Oo-mikami, antepassada da família real japonesa. O seu santuário principal é o Grande Santuário de Ise (伊勢大神宮 Ise Daijingu).

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